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Irritado com o empate contra o Ceará, Andrés exige mudanças

O empate com o Ceará em pleno Pacaembu foi a gota d'água para Andrés Sanchez. O presidente, que já demonstrava certa irritação com Tite e parte do elenco alvinegro, se reuniu com o treinador e com membros da diretoria do clube na tarde desta segunda-feira e exigiu mudanças.

O mandatário corintiano cobrou Tite de forma acintosa. Andrés disse que o gaúcho tem substituído mal, palpitou na escalação e disse que o time não tem uma jogada de bola parada.

No intervalo do empate com o Atlético-PR, na Arena da Baixada, Andrés "pediu" ao técnico que colocasse o volante Edenílson e o atacante Emerson no time. O "pedido" foi atendido. Elias Oliveira foi outro "pedido" acatado por Tite.

Na reunião desta segunda, o presidente deixou claro que se as vitórias não voltarem a acontecer, cabeças vão rolar. Andrés quer que Tite cobre forte o elenco.

O treino de amanhã, terça-feira, anteriormente marcado para às 15h30, foi adiantado para às 14h. Após a dura, o técnico Tite terá uma hora e meia para conversar com o elenco, e deixar claro a extrema insatisfação do presidente Andrés Sanchez com os últimos resultados.

Andrés não quer, em hipótese alguma, perder o título do Campeonato Brasileiro deste ano. Após o fracasso do ano passado, o presidente fará de tudo para que não aconteça o mesmo em seu último ano de mandato.



Escrito por Gustavo Dario às 21h12
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Corinthians, Flamengo e a força do conjunto

As duas maiores torcidas do país não sabem ainda o que é perder no Campeonato Brasileiro de 2011 - flamenguistas, aliás, só sentiram uma vez no ano o amargo gosto da derrota. Corinthians e Flamengo, primeiro e terceiro colocados, respectivamente, demonstram, jogo após jogo, a importância do conjunto.

No comando alvinegro desde a reta final do nacional de 2010, Tite passou por momentos turbulentos, mas seguiu com o respaldo da diretoria. O resultado foi chegando gradativamente, e hoje o Corinthians tem nove vitórias em dez jogos, e embora seja cedo para fazer qualquer tipo de previsão, está 7 pontos à frente do São Paulo, vice-líder.

Dono do melhor futebol apresentado na competição até então, o Corinthians de Tite é a melhor definição de conjunto. Sem nenhum craque, o time corintiano é solidário, marca forte e é letal no ataque. Ponto para o tão contestado comandante alvinegro.

A situação rubro-negra é parecida. Não tão empolgante quanto o Corinthians, o Flamengo segue firme na busca pelo sétimo título do Campeonato Brasileiro. Luxemburgo, também contestado, faz ótimo trabalho à frente do clube presidido por Patrícia Amorim.

Se Ronaldinho Gaúcho não é o mesmo dos tempos de Barcelona, ao menos tem jogado para o time e feito boas exibições. Outro que qualifica o time rubro-negro é o meia Thiago Neves, que teve a boa fase confirmada ao ser convocado por Mano Menezes para os amistosos contra Holanda e Romênia.

Como dito, ainda é cedo para afirmar que Corinthians ou Flamengo levarão o caneco. No entanto, é tempo mais do que suficiente para exaltar a força do conjunto dos times que, juntos, carregam quase 70 milhões de fanáticos às suas costas.



Escrito por Gustavo Dario às 16h13
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Que a provável contratação de Tevez não signifique a reaproximação com Kia Joorabchian

O furacão MSI passou pelo Parque São Jorge e deixou 30 milhões de feridos. Comandanda no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian, a "parceira" deixou como legado a segunda divisão. O título do Campeonato Brasileiro de 2005 custou caro.

Andrés Sanchez, melhor presidente da história do Corinthians, à época não só foi a favor da parceria como exerceu o cargo de vice-presidente do clube. Quando a relação entre Kia e Alberto Dualib, então presidente alvinegro, já não era mais um mar de rosas, Sanchez foi o responsável por "fazer o meio-campo" entre ambos, inclusive.

Andrés assumiu a presidência do Corinthians, foi rebaixado - sem culpa - e reconstruiu o clube. Em todos os sentidos. Do futebol ao social, o atual Sport Club Corinthians Paulista é outro.

Em três anos, Sanchez fez o que jamais havia sido feito em quase cem. E fez com os recursos e esforços do próprio clube, seja com campanhas de marketing, dinheiro de patrocínio (o maior do país), cota de TV ou venda de jogador. Não precisou, portanto, de parceria alguma - a não ser com a torcida corintiana.

O novo sonho, e próximo de ser concretizado, é a contratação de Tevez, argentino ídolo da torcida. O hermano foi campeão nacional em 2005, quando Kia Joorabchian o contratou junto ao Boca Juniors (ARG), em uma forma de presentear os corintianos, evidentemente movidos pela paixão.

O atacante foi um sucesso. Identificado com a torcida, foi embora junto com a MSI e Kia. Hoje, está próximo de voltar. Embora o Corinthians vá desembolsar um grande valor para contratá-lo junto ao Manchester City (ING), é evidente que Kia Joorabchian está envolvido na negociação.

Agisse somente como empresário, não haveria problema algum na negociação com o iraniano. Como seguro morreu de velho, até que ponto vale acreditar que Kia está agindo como um agente FIFA qualquer, tratando somente dos interesses de seu cliente?

Se a contratação de Tevez significar a reaproximação de Kia com o Corinthians, a volta do argentino pode ser ainda mais perigosa do que a sua contratação pela primeira vez. O atual Corinthians não precisa de parceiros, principalmente os que já passaram pelo clube e deixaram uma mancha histórica.

Que Andrés Sanchez tenha consciência do que faz e não coloque a instituição Corinthians, infinitamente superior e mais importante do que ele, novamente em páginas policiais. Caso tenha, a contratação de Tevez é espetacular e histórica.



Escrito por Gustavo Dario às 14h03
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Brasil evolui em ritmo lento

O Brasil evoluiu com relação aos dois primeiros jogos na Copa América. Contra o Equador, a seleção de Mano Menezes melhorou muito na movimentação ofensiva, e, consequentemente, criou mais - embora Ganso, líder de assistências no torneio, tenha novamente jogado mal.

A entrada de Maicon na lateral-direita qualificou as jogadas pelo setor - a movimentação do trio de ataque facilitou a vida do camisa 13. O jogador da Internazzionale conseguiu desafogar o ataque e foi opção de passe durante toda partida.

Em contrapartida, a proteção à zaga, com Lucas e Ramires, foi péssima. Os dois volantes avançaram demais a marcação - muito pelo fato do camisa 10 brasileiro pouco auxiliar defensivamente -, e deixaram a bomba estourar no colo de Lúcio e Thiago Silva, que falharam nos gols equatorianos - assim como Júlio César, principal responsável pelo primeiro gol.

A evolução brasileira é lenta, como era de se esperar. O processo de formação não é feito do dia para noite, e os comandados de Mano Menezes demonstram que têm muito a evoluir enquanto conjunto.

No próximo domingo, o Brasil terá a segunda chance de bater o Paraguai. Se conseguir manter o ritmo do segundo tempo da partida contra o Equador, passa à semifinal.



Escrito por Gustavo Dario às 11h54
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Flamengo é o único com razão no caso Kléber

Qualquer clube tem o direito de querer contar com algum jogador rival. O Flamengo procurou o Palmeiras, clube com o qual Kléber tem contrato, e apresentou uma proposta. Agiu de forma correta.

Da mesma forma que o time carioca tem todo direito de tentar contratar Kléber, o Palmeiras pode ou não aceitar proposta apresentada - desde que, obviamente, essa não atinja o valor da multa rescisória. O time de Felipão recusou.

Outro que pode querer jogar onde quiser é o atacante Kléber. Quando no Kiev, da Ucrânia, o jogador quis vir para o time da Turiassu. Veio. Depois, negociado com o Cruzeiro, quis voltar para o alviverde. Voltou. Em todas essas situações, porém, agindo de modo questionável - bem questionável.

Ao que parece, o Gladiador não quer jogar no rubro-negro carioca. Pelo menos foi o que disse nas milhares de entrevistas que concedeu nas últimas horas. Em contrapartida, também não diz que quer receber aumento, o que evidentemente quer, e que também tem todo direito de querer.

O atleta não força uma saída do clube. Apesar de agir como se forçasse, não força. Ele quer ficar, mas também quer aumento. No entanto, só fala abertamente sobre a primeira questão; a segunda, e decisiva, fica no "aí é com o meu empresário".

Voltamos à velha história. Kléber pode querer ganhar o que ganha Bill Gates anualmente, mas cabe ao Palmeiras, seu clube, decidir se vai ou não aumentar o salário do jogador. Ora, toda contratação passa por uma formulação de contrato. O atual entre o jogador e o clube foi aceito e assinado em seu retorno.

Fato é que Kléber não deveria ter falado tudo que falou sobre os dirigentes. Questionar o caráter e a índole do seu chefe não me parece muito inteligente. Por mais que você realmente tenha dúvidas, algumas coisas não devem ser levadas a público.

Do outro lado, falta um dirigente de futebol ao Palmeiras. Felipão tem sido treinador, diretor e presidente. Tivesse alguém para assumir pelo menos algumas tarefas e "bombas", certamente essa crise em torno de Kléber não teria acontecido.

Roberto Frizzo, após a vitória contra o Santos, momento mais delicado do caso com o Gladiador, fez ironias e se negou, por diversas vezes, a falar sobre o assunto. E quando o vice-presidente do clube se recusa a falar sobre o que deve é sinal de que as coisas precisam mudar.



Escrito por Gustavo Dario às 12h46
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Carpegiani cumpriu aviso prévio. Novo treinador precisará ter aval de Rogério Ceni

Carpegiani chegou ao São Paulo em outubro do ano passado já com prazo de validade. Mal havia chegado ao Morumbi e já balançava. Entre os dirigentes e torcedores, nunca foi unanimidade - nem mesmo com os 100% de aproveitamento nas cinco primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

O treinador só não foi demitido após a queda do tricolor na Copa do Brasil porque não havia sequer um comandante mediano no mercado. Juvenal Juvêncio o manteve no cargo, mas era evidente que Paulo César Carpegiani não resistiria à primeira sequência de maus resultados.

Contra o Flamengo, última partida são-paulina sob o comando de Carpegiani, o São Paulo não teve lateral-direito, meia, atacante... Até o banco de reservas esteva desfalcado. Mas o treinador levou a culpa pela fragilidade do elenco.

O elenco tricolor é mediano. Nem mesmo com Lucas e Luís Fabiano deixará de ser. Os bons valores da base são-paulina têm grande futuro, mas ainda não estão prontos, e, portanto, precisam de jogadores "cascudos" ao lado - esses, não existem.

Novo comandante depende do aval de Rogério Ceni

A influência do maior ídolo da história do São Paulo é tanta que, segundo o diário Lance!, o goleiro, à la Neymar, vetou a contratação de Cuca. Juvenal Juvêncio, presidente são-paulino, queria a volta do treinador que montou a base do time campeão da Libertadores e do Mundial em 2005, mas Rogério Ceni, alegando problemas com o treinador, vetou.

O arqueiro que tem como sonho presidir o clube de coração parece que já faz estágio no cargo. Funcionário assalariado do clube, independente do histórico, não deveria ter poder de veto. Mas tem.

Dos recém-desempregados, Cuca é o melhor nome. Adilson Batista ainda não conseguiu se firmar, e Celso Roth não inspira confiança. Dorival Júnior é outro nome que estaria em pauta, mas a cúpula são-paulina descarta pagar a multa rescisória.

Só Rogério Ceni sabe quem será o próximo treinador são-paulino.



Escrito por Gustavo Dario às 11h49
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Ainda é cedo para eleger favoritos, mas o Corinthians joga como tal

O Campeonato Brasileiro, em sua oitava rodada, ainda engatinha. Calejado dos últimos anos, o torcedor brasileiro sabe que a liderança nessa fase da competição pouco importa - em 2010, por exemplo, o Fluminense só foi assumir a ponta da tabela no segundo turno.

Embora ainda seja cedo para eleger favoritos à conquista do Brasileirão, é possível conjecturar - embasado nas atuações até então - os times que parecem ter força para levantar o caneco no final do ano. Até o presente momento, a única equipe que vence de forma convicente é o Corinthians do ainda contestado Tite.

O clube do Parque São Jorge é o líder da competição mesmo com uma partida a menos - o jogo contra o Santos, previamente marcado para a quinta rodada, foi adiado e só acontecerá na metade de agosto -, e mostra um futebol seguro e muito competitivo. Enfrentar o Corinthians no Pacaembu tem sido sinônimo de pesadelo.

Mais do que a liderança, que, como dito, pouco importa na atual fase do longo campeonato por pontos corridos, o que enche de esperanças o torcedor corinthiano, além das boas atuações, são as peças que ainda não estrearam - ou, se estrearam, que ainda não estão no auge da forma física.

É questão de tempo para que Alex e Emerson se tornem titulares - o primeiro, contratado por 15 milhões de reais, principalmente. Os decisivos jogadores, ainda sem ritmo de jogo, têm entrado gradativamente, e mesmo pouco tempo em campo conseguem acrescentam tecnicamente.

Outro jogador que mais cedo ou mais tarde deve estar apto é o atacante Adriano. Quase recuperado de uma lesão no tendão, o camisa 10 deve estrear com a camisa corinthiana no início de setembro - se e somente se, obviamente, perder o peso que precisa.

O Corinthians tem cartas na manga para combater a iminente queda física e técnica de alguns jogadores. O meio-campista Alex e os atacantes Sheik e Adriano podem servir como contrapeso, entrando em ascensão justamente quando alguns companheiros estiverem oscilando - o que é evidentemente normal em um campeonato tão longo.

O entusiasmo da Fiel não é em vão. As atuações alvinegras servem como base, e a perspectiva de futuro, teoricamente, como esperança.



Escrito por Gustavo Dario às 14h06
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Chegada de reforços qualificados eleva o nível do elenco palmeirense

No comando do Palmeiras há pouco mais de um ano, Luiz Felipe Scolari tem tirado leite de pedra. Chegou à final da Sulamericana do ano passado com um time medíocre, foi semifinalista do Campeonato Paulista de 2011 com praticamente o mesmo time - com o diferencial de que, enfim, havia implantado a sua maneira de jogar -, e surpreende no início do Brasileirão.

Embora muitos tentem decretar o seu fim, Felipão consegue tirar o máximo de seu limitado elenco. Com problemas financeiros, a cúpula alviverde não faz grandes investimentos e, portanto, não dá a possibilidade de Scolari repetir o grande trabalho realizado à frente do clube em sua primeira passagem.

As últimas semanas, porém, servem de alento ao treinador e, principalmente, ao torcedor palestrino. Maikon Leite, campeão da Libertadores com o Santos, chegou ao Palestra Itália - resultado do pré-contrato assinado meses atrás com o jogador. Ágil, habilidoso e objetivo, Maikon cairá (e parece que já caiu) como uma luva no lado direito do 4-2-3-1 de Felipão. Ponto para a diretoria palmeirense.

Outro que está desembarcando no lado verde da Barra Funda é o meia argentino Alejandro Martinuccio (foto), vice-campeão da Libertadores com o Peñarol. O camisa 10 também já tem pré-contrato com o Palmeiras e dará, se jogar o mesmo que vinha jogando no Uruguai, qualidade ao setor criativo do time.

Sem gastar rios de dinheiro, o Palmeiras vai se acertando. Acertou a renovação de Marcos Assunção, não deixou Kléber sair e busca um substituto para o fraco Danilo, transferido para a Udinese (ITA) - Henrique, ex-palestra, é o sonho alviverde para fazer dupla com Thiago Heleno, em grande fase no time da Turiassu.

Se vai vencer o Campeonato Brasileiro ou não, são outros quinhentos. Fato é que o clube, ultimamente sempre em ebulição, busca - com êxito - se acertar pelo menos dentro das quatro linhas. O Palmeiras vai incomodar.



Escrito por Gustavo Dario às 11h48
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Início dos favoritos não anima, mas também não deve ser motivo para crise

A estreia dos favoritos à conquista da Copa América deixou a desejar. Brasil e Argentina empataram na primeira partida da competição, acumulando tropeços contra Venezuela e Bolívia, respectivamente, e mostraram que as seleções mais frágeis não são tão frágeis assim.

Aliado ao “fator estreia” e ao mérito adversário, as principais equipes da América do Sul não foram bem. Faltou conjunto às seleções recheadas de boas opções individuais.

Messi do Barcelona não é o mesmo na Argentina. A discrepância entre as equipes explica

Os hermanos, donos da casa, estrearam ante a Bolívia. O empate em 1 a 1 foi justo, embora a Argentina, evidentemente, tenha tido maior volume de jogo. Sergio Batista bem que tentou, mas Banega e Cambiasso não têm qualidade para armar a seleção do melhor jogador do mundo.

Para tentar explorar ao máximo Messi, o treinador argentino escalou sua seleção no 4-3-3 à la Barcelona, com triângulo de base alta no meio-campo - Mascherano à frente da linha de zagueiros, Banega e Cambiasso, pela direita e esquerda, respectivamente, na segunda linha -, e Messi como "falso 9". Tevez e Lavezzi, pelos lados do campo, fariam os papéis de Pedro e David Villa. Fariam.

Fato é que os volantes argentinos são volantes, e não meias. Desarmam e marcam bem, tocam de lado como poucos, mas não são jogadores de infiltração e último passe. Messi, por sua vez, recuou muito ao perceber a dificuldade na armação de jogadas, e jogou muito longe do gol boliviano.

Politicamente correta e insossa: assim foi a estreia brasileira

O Brasil foi extremamente burocrático e prevísivel no empate sem gols contra a Venezuela. Escalado como o torcedor quer, com Ganso e Neymar, a seleção de Mano Menezes teve somente um lapso de bom futebol - os primeiros 15 minutos foram bons, com a marcação pressão funcionando bem e muita movimentação.

Aficionado pelo 4-2-3-1, Mano até que mudou peças, mas em momento algum a estratégia. Daniel Alves e André Santos subiram pouco e com qualidade questionável, e Ramires, elemento surpresa, surpreendeu somente pelo fato de novamente ter ido mal tanto na marcação quanto no ataque.

Paulo Henrique Ganso, camisa 10, pouco apareceu. Tímido, não arriscou e se escondeu na maior parte da partida, errando passes curtos e posicionando-se mal. Para que o esquema escolhido por Mano funcione, é essencial que o jogador que atuar por dentro participe muito, distribuindo as ações ofensivas e acelerando e cadenciando o jogo quando necessário.

No setor ofensivo, outro que esteve tímido foi Neymar. O camisa 11 foi pouco acionado e jogou sozinho pelo lado esquerdo do ataque canarinho. Do outro lado, Robinho novamente foi Robinho. Pouca movimentação, muitos passes errados, bastante egoísmo e substituição.

Pato foi o melhor em campo, apesar de ter caído bastante de rendimento na etapa final. Também sofreu com a falta de aproximação dos jogadores. Sua vaga entre os titulares, porém, é incontestável.

Não há razões para desespero

Ainda não é hora para crise, revoltas e afins. Até porque, vale lembrar que o Brasil passa por um processo de renovação que tem como objetivo a montagem de uma equipe competitiva para a Copa do Mundo de 2014. É evidente que os resultados precisam começar a aparecer, mas a pressa, nesse caso, pode atrapalhar. É preciso ter paciência. Estamos no caminho certo.



Escrito por Gustavo Dario às 11h31
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Contestado, Carpegiani consegue renovar o São Paulo

Paulo César Carpegiani não é, nunca foi e dificilmente será unanimidade dentro do São Paulo. A queda na Copa do Brasil para o Avaí e o problema com Rivaldo tornaram a situação do treinador quase que insustentável, não fosse a escassez de bons nomes no mercado. 

Veículos de imprensa chegaram a noticiar a queda do treinador. A própria cúpula são-paulina deixou claro que o clube não seguiria com o ex-volante. Contudo, a falta de opções manteve Carpegiani no cargo, embora parecesse óbvio que sua vida seria bem curta a partir de então.

Com a cabeça a prêmio, o técnico tem conseguido fazer o que Muricy, tricampeão brasileiro pelo tricolor do Morumbi, não conseguiu: utilizar os garotos da base. Na vitória sobre o Ceará, no último domingo, dos 19 jogadores convocados para a partida, 13 eram formados no clube.

A ótima arrancada são-paulina se deve à manutenção de Carpegiani no cargo, e, principalmente, à utilização dos bons jovens tricolores. É evidente que o São Paulo não conseguirá manter o aproveitamento de 100% durante toda a competição, mas a renovação comandada pelo contestadíssimo treinador está sendo impecável. 

E não vai demorar muito para algum dirigente vir dizer que o treinador sempre esteve prestigiado no cargo, em uma forma de mostrar que a boa fase do clube se deve também à diretoria, que manteve Carpegiani no cargo. Faz-me rir.



Escrito por Gustavo Dario às 10h38
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Ainda é cedo para criticar o trabalho de Mano Menezes

Gaúcho de Passo do Sobrado, Mano Menezes sequer completou um ano à frente da seleção brasileira. Quando convidado, em julho do ano passado, ouviu que uma reformulação seria necessária e que, portanto, o trabalho seria a longo prazo - leia-se Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Períodos de transição são complicados. Futebol não tem fórmula mágica e não se faz uma grande equipe da noite para o dia. Apesar de Gansos, Neymares e Patos, a reformulação exige tempo, trabalho e paciência.

Mano tem sofrido injustas críticas graças às derrotas nos amistosos contra França e Argentina, quando Hernanes e Douglas, respectivamente, comprometeram. É evidente, porém, que o treinador não pode ser isento. No entanto, as críticas são exageradas.

A tarefa do competente comandante é dura. Precisa renovar o envelhecido elenco que fracassou na África do Sul sob o comando de Dunga. Justamente por isso, Mano testa diversos jogadores. 

O técnico precisa de tempo. Precisa, sobretudo, ter tempo de treinar os jogadores que, a dedo, escolheu. E terá agora, na Copa América, a primeira oportunidade de fazer uma sequência de treinamentos e coletivos.

No terceiro, quarto jogo da competição que tem início no primeiro dia de julho será justo cobrar alguma evolução. Hoje, ainda não.



Escrito por Gustavo Dario às 20h59
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Neymar é craque, mas não pode ser comparado ao genial Messi

Há uma enorme boa vontade por parte da imprensa em querer comparar, hoje, Neymar com Messi. Guardada às devidas proporções, mas nem tanto assim, seria o mesmo absurdo que comparar Maradona com Pelé.

Ora, sejamos conscientes. Que Neymar tem potencial para ser melhor do mundo é inegável. Com 19 anos, o menino com cabelo de periquito enche os olhos dos amantes de futebol. Entretanto, compará-lo a Messi é querer dar um passo maior que a própria perna.

Neymar é craque. Quase um ano atrás, aqui neste mesmo blog, publiquei que Neymar precisava virar homem para ser craque. Virou. Hoje, o camisa 11 do Santos é uma realidade. E que grata realidade.

Mas o argentino Lionel Messi já superou o estágio de craque. O 10 catalão já entrou no rol dos geniais, ao lado de grandes nomes como o do compatriota Maradona e dos brasileiros Ronaldo e Romário.

Com 23 anos, o hermano já foi eleito duas vezes o melhor do mundo, conquistou cinco títulos espanhóis, quatro Supercopas, três títulos europeus, um Mundial de Clubes e foi, pela seleção argentina, campeão Mundial sub-20 e ouro olímpico.

Que Neymar consiga chegar perto do que é Messi. Popstar, porém, o menino prodígio da Vila que virou realidade torna as coisas mais difíceis, embora pense que jogue muito mais do que realmente joga. E olha que joga muito, mas muito.



Escrito por Gustavo Dario às 12h09
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Santos já tem "estilo Muricy"

Muricy Ramalho assumiu o Santos há menos de dois meses, e já conquistou um título pela equipe da Baixada Santista. Mais do que isso, o treinador quatro vezes campeão nacional já conseguiu implantar o seu estilo de jogo apesar do pouco tempo no clube.

Começando pelo esquema tático. Quando chegou à Vila, Muricy encontrou um Santos "viciado" no 4-2-3-1/4-3-3 que deu certo no ano passado, sob comando de Dorival Júnior, quando o Peixe conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

O treinador passou a utilizar o 4-4-2 em losango, com Arouca na cabeça de área, Danilo à esquerda da segunda linha, Elano à direita e Ganso mais à frente, centralizado. No ataque, Neymar bem aberto à esquerda, mas com total liberdade para "flutuar", e Zé Eduardo centralizado.

Além da mudança tática, a postura santista é outra desde que o treinador chegou. Agora, Jonathan (ou Pará) e Léo procuram primeiro defender para depois, se o treinador autorizar - fato raro, aliás -, partirem para o ataque. Os laterais do Peixe raramente chegam à linha de fundo, e preferem infiltrações por dentro, embora essas também sejam raras.

É evidente que o Santos de hoje é mais seguro e compacto. No entanto, é burocrático e vence sem jogar bem. Os resultados, porém, vêm. Muricy fez igual no tricampeonato Brasileiro pelo São Paulo, assim como na conquista do nacional de 2010 à frente do Fluminense.

O Peixe só brilha nos pés de Neymar. Em outras palavras, quem brilha é Neymar, e não o Santos. E isso porque o jogador é atacante, pois fosse ele meio-campista teria de marcar primeiro para depois atacar - fato que vem acontecendo com Elano, nitidamente em declínio.

As vitórias chegam, mas o futebol vistoso que o torcedor santista se acostumou a ver ficou no passado. Aos amantes do futebol bem jogado, uma pena; mas o Santos é favorito à conquista da Libertadores - graças a Neymar, é bem verdade, mas é.



Escrito por Gustavo Dario às 13h53
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A magia de preferir chutar o ar ao invés da bola

O último "chute no vácuo" não traz boas lembranças ao chileno

Valdívia custou aos cofres palmeirenses mais de 14 milhões de reais - valor altíssimo para os padrões brasileiros. O chileno, contratado na gestão Belluzzo, é considerado ídolo palestrino por grande parte da torcida, embora tenha vencido apenas um Estadual com a camisa que já foi envergada por Ademir da Guia, Alex e Djalminha.

Sua primeira passagem pelo clube, em 2007, foi boa. À época, ainda humilde, Valdívia jogava para o grupo e buscava o melhor para o time - característica deixada pelo jogador no futebol árabe, onde defendeu o Al Ain.

A segunda passagem tem sido marcada pela falta de gols e assistências. O chileno também reclama e se atira demais, além, é claro, de viver machucado. E, quando está em campo, é extremamente individualista.

O jogador também coleciona polêmicas nessa volta ao futebol brasileiro. Valdívia se estranhou com Felipão, e perdeu tempo no Twitter, provocando e sendo provocado por torcedores rivais.

Mas ele tem o "chute no vácuo". Valdívia faz que vai chutar a bola, mas chuta o vento, levando, assim, a torcida ao delírio. A jogada não muda em nada o jogo, e em um desses atos magistrais, inclusive, machucou-se e deixou o time na mão - na primeira etapa da semifinal do Campeonato Paulista, ante o Corinthians, no Pacaembu.

Ainda assim o jogador é idolatrado. Quanta magia!



Escrito por Gustavo Dario às 15h56
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Enfim o Campeonato Brasileiro

Depois de cinco longos meses de jogos insossos, o Brasileirão vai começar. Não que a competição seja emocionante desde o início - não é e demora pelo menos cinco meses para ser -, mas o nível técnico das partidas é - ou deveria ser - melhor.

As previsões de início de Campeonato Brasileiro costumam ser furadas. No final das contas, ou melhor, do campeonato, nos surpreendemos com o resultado. Ou alguém esperava, em maio do ano passado, que o Fluminense, que acabara de escapar do rebaixamento, fosse levar o título nacional?

A janela de transferências do meio do ano trai todo e qualquer tipo de previsão. Podemos ver times perdendo seus principais valores, e outros, até então medianos, se reforçando e tornando-se, então, bons times.

Alguns acreditam que os Estaduais servem para preparar os times. Discordo. A preparação no futebol brasileiro é eterna, infinita. No início do ano, se reforçam. No intervalo até o segundo semestre, planejam contratações e dispensas. Enfim na metade do ano, vendem e contratam. 

Apesar de todos os pesares, o Campeonato Brasileiro segue sendo o mais disputado do futebol mundial. Imaginem, então, se houvesse de fato planejamento, e se os clubes buscassem junto à CBF uma melhor organização da competição.

Mas aí não seria mais futebol brasileiro.



Escrito por Gustavo Dario às 12h26
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Sobre o autor

Gustavo Dario. Paulistano, 19 anos, estudante de Jornalismo, Coordenador de Futebol e comentarista da web rádio Voz do Futebol, e, acima de tudo, apaixonado por futebol.

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